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No cigarro eletrônico, que movido a bateria, ocorre a queima de nicotina líquida que é vaporizada, podendo ser adicionado substancias aromatizantes e ser regulado conforme a concentração da nicotina….

Apesar da progressiva queda do numero proporcional de fumantes em alguns países de mundo, inclusive no Brasil, a queda é menor entre as mulheres e o impacto negativo continua incontestável, recente publicação pelo conceituado periódico The Lancet, um estudo envolvendo 1,3 milhão de mulheres britânicas revelou que aproximadamente 70% das mortes acima dos 50 anos estão relacionadas ao tabagismo e quando comparado com mulheres que nunca fumaram, essas viveram 11 anos a mais.

O avanço da tecnologia foge ao alcance de nossos olhos, e “novas” tecnologias no universo do tabagismo tentam criar formas inovadoras para o consumo do tabaco, entre elas encaixa-se o cigarro eletrônico, engenhoca desenvolvida com atributo de ajudar o fumante a interromper o seu vício.  No cigarro eletrônico, que movido a bateria, ocorre a queima de nicotina líquida que é vaporizada, podendo ser adicionado substancias aromatizantes e ser regulado conforme a concentração da nicotina. Em nosso pais a Agência de Vigilância Sanitária, Anvisa, proíbe, desde 2009, a venda e importação do cigarro eletrônico e  a Organização Mundial da Saúde, OMS,  ainda não se decidiu oficialmente quais são as recomendações a respeito de seu uso como ferramenta de tratamento para os milhões de fumantes em todo o mundo.

Um grupo de pesquisadores  liderados pelo Britânico Robert West advogam que o cigarro eletrônico pode ser uma inovação significativa para o tratamento de tabagistas, entretanto receia que o controle excessivo  das agencias reguladoras pode exclui-los de campanhas publicitárias. Na outra face dentro do próprio Reino Unido médicos da Escola de Saúde Pública afirmam  declaram que é muito precoce para afirmar que os benefícios dessa tecnologia superam a possibilidade dos riscos de incentivo a uma onda de uma nova forma da utilização do tabaco.

O tabagismo e principalmente  a estratégia capitalista que já dura um século deve ser combatida por todos que se preocupa com a Saúde e assim como frente a qualquer nova tecnologia que se diz “salvadora” deve ser vista com extremo cuidado, o cigarro eletrônico ainda não foi demonstrado ser um uma forma segura e eficiente de tratar o tabagista, além disso no vapor produzir já foram identificados nitrosaminas e metais pesados, sabidamente cancerígenos, além da própria nicotina, substancia psicoativa e causadora de dependência. Estejamos atento para esse novo disfarce da principal causa de mortes evitáveis no mundo todo.

Marcelo Fouad Rabahi

Professor titular de Pneumologia da Faculdade de Medicina da UFG e Diretor de Ensino e Pesquisa do Hospital Alberto Rassi.

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